Maceió, 23 de Abril de 2019
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Vinte e três casais oficializam união na Capela de Milagres
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“A gente se conheceu na praia, mora na praia e hoje estamos casando na praia”, disse Jaqueline Angelita da Conceição ao realizar o sonho de casar com Jackson dos Santos após sete anos de relacionamento e dois filhos. Eles foram um dos 23 casais que participaram, nesta sexta-feira (5), do casamento coletivo da Justiça Itinerante, realizado na Capela de Milagres, no município de São Miguel dos Milagres, em parceria com o Instituto Tamo Junto.

Jackson dos Santos, que é cozinheiro de um restaurante da região, disse que se sentiu como um artista por casar em um cenário paradisíaco. “Eu sonhava desde sempre casar com ela, mas só hoje o sonho foi realizado. E a minha vontade era casar aqui. O dono (da capela) foi até onde eu trabalho e eu falei que queria casar na festa dele. Ele falou ‘na do final do ano?’ e eu disse ‘não, no casamento comunitário’”, contou rindo.

O juiz André Gêda, coordenador do projeto Justiça Itinerante do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), lembrou que este já é o terceiro ano da parceria com o instituto e vem beneficiando a população que vive ou trabalha na região. “O Tamo Junto abre esse espaço maravilhoso da capela a beira mar, onde várias celebridades já casaram, para a comunidade daqui. Muitos casais já convivem e aproveitam um momento como este para selar a união”, disse.

Para o empresário Maurício Vasconcelos, empresário do Tamo Junto, ação é uma forma de retribuir a hospitalidade dos moradores com o empreendimento e com os turistas que chegam na cidade. “Eles sempre nos receberam como se estivessem recebendo em casa, então é a nossa maneira de compartilhar a nossa casa com eles. É nossa forma de retribuir, eles entregam o melhor deles para a gente e nós entregamos o nosso melhor para eles”, explicou.

Além do casamento civil, realizado hoje, os casais terão cerimônia religiosa e uma grande festa, na tarde deste domingo (7), promovida pelo instituto. Maurício Vasconcelos destacou a importância de ter o Judiciário alagoano como parceiro para realizar o sonhos dos participantes.

“O TJAL foi essencial, foi a primeira coisa que a gente percebeu que precisava ser feita, porque a ideia não era fazer um casamento de faz de conta, é a vida mesmo dessas pessoas e dentro do processo era extremamente importante a parceria com o Tribunal, que foi extremamente solícito nesse sentido”, frisou.

Alaíde dos Santos Morais, de 62 anos, e Cícero Pedro da Silva, de 66, estavam juntos há 17 anos e achavam que iam casar em um cartório comum, mas ainda não tinham previsão de data. “Eu sonhava há muito tempo, eu acho que todas as mulheres sonham com este momento, não é? Nunca imaginei que ia casar num lugar desses aqui”, disse Alaíde.

“Ela queria casar, mas não ficava pedindo sempre não. De umas semanas para cá ela falou que ia ter esse casamento e eu vim mesmo. Nós já vivemos tranquilos há muito tempo, vim mesmo”, disse o aposentado Cícero Pedro.

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