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Maceió, 28 de Novembro de 2021

Noticias Mais de 240 alagoanos morreram de Covid-19 em casa, aponta levantamento

Mais de 240 alagoanos morreram de Covid-19 em casa, aponta levantamento

Desde o início da pandemia, 241 alagoanos morreram de Covid-19 em casa. Os dados constam no Portal de Transparência do Registro Civil, que é abastecido com informações de cartórios de todo o País. Os números mostram que, este ano, já foram 79 mortos por Covid-19 que faleceram em casa. Em 2020, foram 162 mortos por Covid-19 em casa em Alagoas.

Os números apontam que os homens foram os que mais morreram em casa por Covid-19 em Alagoas, com 147 registros. Entre as mulheres, foram 94 casos. O portal divide os óbitos entre mortes por causas respiratórias e por causas cardíacas. As causas cardíacas foram responsáveis por 122 óbitos por Covid-19 em domicílio no estado, já as causas respiratórias foram responsáveis por 114.

Entre os homens alagoanos que morreram em casa por Covid-19 ligada a problemas respiratórios, o maior número de casos foi na faixa etária de 70 e 79 anos, com 24 ocorrências. Entre as mulheres, há o registro de uma morte em casa por Covid-19 de uma jovem de 29 anos. Mas esse casos foram mais frequentes entre as idosas alagoanas com idade entre 80 e 89 anos.

Em relação às mortes em casa por Covid-19 ligada a doenças cardíacas, a faixa etária mais atingida entre os homens alagoanos foi entre 70 e 79 anos, com 24 casos. Já entre as mulheres, a faixa etária entre 80 e 89 anos foi a mais atingida, com 13 casos.

Os dados do Portal da Transparência mostram que, no geral, as mortes em casa registradas em Alagoas aumentaram 24,4% em 2020, na comparação com 2019, saltando de 9.809 para 12.209. Neste ano, até esta segunda-feira (5), já foram registradas 5.643 mortes em casa em Alagoas.

Ao jornal Correio Braziliense, o infectologista e diretor da Sociedade de Infectologia do DF (SIDF), David Urbaez, explicou que vários fatores podem levar ao falecimento de pessoas em domicílio. “Estamos em meio a um negacionismo intenso, que faz com que as pessoas não reconheçam a gravidade da doença e adiem a busca por ajuda. Vale ressaltar que tratamento precoce não existe e não temos nenhum tipo de campanha ativa em termos de orientação às pessoas sobre como proceder em caso de contaminação”, analisa.

O médico acredita que as mortes em casa continuarão a aumentar durante 2021. “Além disso, a pandemia nunca foi controlada. Os serviços ainda estão saturados e há pessoas na fila de espera e, algumas vezes, fora do hospital. O registro de casos assim são feitos por equipes do Samu ou até por médicos que são chamados após a morte da pessoa para atestar o óbito”, completa Urbaez. “Tenho certeza disso. Estamos vendo de camarote o desenvolvimento de uma pandemia e todas as consequências disso”, diz.


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